A primeira viagem com o PT Cruiser

Este é um post pessoal para relatar a primeira experiência a bordo de um PT Cruiser, veículo da Chrysler que, desde o lançamento, ainda menino, gostaria de ter. Nesta semana pude dirigir um de São Paulo à Belo Horizonte pela BR381. Espero que o relato possa ajudar a quem queira conhecer mais o PT Cruiser.

A escolha do PT Cruiser

Antes tinha um SpaceFox. É um carro legal, gostava dele, sentia confortável com a posição de dirigir e o achava bem superior a carros como Palio, Fiesta etc. Queria subir de categoria de carro para algo que oferecesse mais segurança como airbags e ABS com o custo máximo de 35.000 reais. Em um primeiro momento, queria uma Fielder, cheguei a cogitar a Megane Grand Tour (peruas são meus carros favoritos), mas ao ver o PT Cruiser nessa faixa de preço, percebi que poderia ter uma outra categoria de carro, conforto e gosto (pois alguns amam o design, outros acham o carro mais horrível que já construíram).

 

PT Cruiser

O PT Cruiser foi descontinuado pela Chrysler mas tem muitos adeptos ainda.

Um modelo 2006 com 46.000 km simplesmente não tem ruído, o ar é uma maravilha. O mais potente é igual ao mais fraco do SpaceFox em termos de barulho. O painel é bacana de enxergar, mesmo durante a noite. A direção firme, sem ser dura. Volante grandão.

Quanto ao espaço interno, há de sobra, até mesmo atrás, quem viajou pôde dormir a viagem inteira sem se incomodar com o barulho, o chacoalhar do carro ou as irregularidades da pista.

Desempenho e Estabilidade

A estabilidade impressiona. Pensava que, por ser um carro alto, teria problemas nas curvas. Andando no limite da legislação brasileira, 110km/h, todas as curvas em alta velocidade foram feitas sem problemas. Em momento nenhum achei que estivesse fora de controle ou me senti inseguro. Mesmo quando entrava mal em uma curva e freava mais dentro, o freio funcionava maravilhosamente bem.

Simulei duas ou três ultrapassagem (a 381 entre SP e BH tem pistas distintas para cada direção de tráfego, por isso digo uma simulação), exigindo do carro como se fosse uma situação de potência máxima, e o PT Cruiser respondeu sem problemas. Ele demora um ou dois segundos para entender que você precisa de potência mesmo, mas depois dessa latência, adquire velocidade rápido e se mantém estável para voltar à pista de origem.

Consumo

O consumo foi satisfatório: 11,14km/l na estrada com três adultos, uma criança, bagagem e ar condicionado ligado (baseados em 340km de estrada e cerca de 30 km lento dentro da cidade de São Paulo). Bem acima do que esperava. Teria ficado feliz com 10km/l (sei que o carro é beberrão), mas agora acredito que dá para melhorar a média. Como foi a primeira vez no carro ainda não tinha todo conhecimento para otimizar o consumo de combustível.

Por exemplo: quando utilizava o controle automático de velocidade e havia uma subida a frente, para manter a velocidade constante, o carro jogava a rotação lá pra cima, 3500/4500 rpms. Ter um câmbio de apenas 4 marchas fez diferença essa hora, penso eu. De qualquer forma, a relação de marchas normal mantém o carro em 1500/2000 rpms. A 110km/h nas retas era 2500 (Vários outros carros que já dirigi, acima de 80km/h a rotação já chegava a 3000 rpms). Para evitar este problema, basta reduzir uns 6 km no piloto automático (dois toques para baixo na alavanca) e o carro continua rápido, mas sem esgoelar. Quando estava emparelhado com um carro manual, era visível o ganho nas subidas. Não tive grande experiências na cidade, mas relata-se 5,5km/l na média se os trajetos são estritamente urbanos.

Problemas

Não tenho muito a reclamar do PT Cruiser. Foi uma compra consciente: aceito o consumo elevado e a mecânica mais cara pelo conjunto conforto/tecnologia/design que o carro oferece. Porém, tem que se dizer que a frente é meio baixa. A primeira vez que saí da garagem e em seguida entrar no posto, raspei o bico nas duas vezes, depois não aconteceu mais. O diâmetro de giro é grande, de forma que retornos ou pequenas manobras podem ser mais demoradas, porém ainda não passei por uma situação que exigisse demais. A visibilidade traseira é ruim: o vidro é muito alto e o encosto/passageiro ainda cobre boa parte dele. Péssimo para acompanhar o trânsito pelo retrovisor interno. Para estacionar, o sensor de ré resolve o problema, sem ele, as manobras ficam bem difíceis.

A posição de dirigir mais elevada, sentado, pode ser um empecilho para quem gosta de um estilo mais esportivo, por exemplo. De minha parte, gosto de sentir que estou sentado em uma cadeira. Sendo automático e com o Controle de Velocidade, não exige muito movimento dos pés, o que diminui o incômodo na articulação que esta posição costuma gerar.

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