Automóveis mais silenciosos

Um grupo de engenheiros estão fazendo uso de um novo material, que é considerado inteligente, para que estes reduzam os ruídos produzidos pelos carros, que incomoda bastante tanto motorista quanto passageiro.

Vibroacústica

A maioria dos ruídos é produzida diretamente pela vibração sofrida pelo carro em movimento, ou induzida indiretamente por essa vibração, que afrouxa as peças e as fazem atritar entre si.

Em qualquer caso, as vibrações resultam nos incômodos ruídos ouvidos no interior do veículo.

Os carros que são comercializados hoje em dia fazem uso de absorvedores de vibração que são feitos de borracha, um bom exemplo disso são os coxins que são colocados entre o motor e o chassi. Outro bom exemplo são as buchas que são utilizadas entre a suspensão e o chassi.

Mas esses tipos de absorvedores são estáticos, desempenham o mesmo papel não importando a situação.

Veículo usado nos testes

Veículo usado nos testes

Materiais Inteligentes

Os engenheiros envolvidos no projeto estão interessados em desenvolver uma tecnologia mais avançada, e é aí que entra os materiais inteligentes ou adaptativos.

Os engenheiros estão fazendo uso de cerâmicas piezoelétricas, que é um material capaz de transformar energia elétrica em movimento e vice-versa. Tecnicamente falando esse material é considerado um transdutor eletromecânico.

Esferas e rolamentos construídos com estas piezocerâmicas, estão sendo utilizados nos primeiros testes. As esferas foram colocadas entre o chassi e uma estrutura metálica que se conforma ao chassi de um veículo de testes.

As tais “esferas inteligententes” podem ser controladas eletronicamente para contrabalançar e neutralizar as vibrações que o veículo sofre enquanto se movimenta.

Dessa forma os engenheiros conseguirão, o seu desejado sitema de absorção de vibrações mais avançado, pois fazendo uso dessas esferas o carro passaria a ter um mecanismo ativo, controlado por computador, que anularia as vibrações pondo fim aos ruídos que incomodam a todos.

Pelo visto, falta pouco para que esse grupo de engenheiros consiga uma tecnologia que funcione em 100% dos casos , ou que tenha uma procentagem de funcionamento aceitável.

Agora devemos esperar pra ver se é viável fazer o uso dessa tecnologia nos carros, pois se ela for cara, as empresas vão pensar duas vezes antes de usa-la e se usarem isso com certeza afetará o preço do veículo.

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